Todos nós estamos "acostumados" com as barbaridades que os motoristas de ônibus fazem diariamente no trânsito. Não somente isto, como usuários desse serviço, já achamos normal passar por situações como: sermos ignorados ao fazer sinal (e ver o ônibus passando pela pista de fora), ter que gritar "Motorista, a pooorta!"; nos segurarmos para não sair voando por causa das freadas bruscas; ou outras coisas do tipo. O problema é quando as coisas passam do limite, né?
Sempre sou simpático e dou "bom dia/boa noite" quando entro no ônibus - e dessa vez não foi diferente. Quando não recebo nenhuma resposta, já fico sabendo que simpatia não é um traço forte do motorista ou do cobrador. Mas até ai tudo bem, afinal muita gente tem um apego quase que super bonder ao mau-humor. O que não dá é pra gente se sentir arriscando a própria vida quando pega um meio de transporte coletivo, né? Bom, continuando a minha história...
Eu estava saindo do trabalho (no Centro da cidade) e peguei a linha 190 (Rodoviária-Leme) por volta das 18h15. Sentei logo na frente e fui admirando o maravilhoso trânsito vespertino da Avenida Rio Branco. O ônibus era tipo "micrão": aquele ônibus que é do tamanho normal, mas que funciona como se fosse micro - ou seja, não tem cobrador, apenas o motorista acumulando as duas funções. Sua irritação com o mundo era claramente perceptível, bem como a sua imprudência na direção e a sua impaciência com os passageiros*. Quando algumas pessoas o questionavam sobre o itinerário, ele respondia de uma maneira que variava entre ser rude ou ser debochado. Na Praia do Flamengo, umas quatro pessoas fizeram sinal e ele passou direto, como se nem fosse com ele... Mas o problema mesmo era a sua maneira de dirigir.
Não sei qual raiva se encontrava dentro daquela cabeça calva, mas o fato é que o ônibus se transformou em uma montanha-russa - só faltando o looping. Ele piscava farol para todos os carros e ônibus pela frente (até incitando alguns a avançarem o sinal e fecharem o cruzamento); ele saía costurando todo mundo em alta velocidade (fazendo um zigue-zague igual àqueles que os cachorros fazem naquelas competições de adestramento, sabe?)... Resumindo: ele abstraiu que estava em serviço e pilotava como se estivesse em plena pista do GP de Interlagos.
Honestamente, eu não sei qual é a política da Real Auto Ônibus para direção defensiva (ou agressiva), mas não acredito que eles tenham desenvolvido um programa para treinamento de motoristas kamikazes... Entretanto, se eu estiver enganado, então parabéns, porque o programa está perto de ser um sucesso!
Nota para a viação Real Auto Ônibus: Eu anotei os dados do ônibus e o horário, então se quiserem qualquer informação é só mandar e-mail para aiquesac@gmail.com. Só tô falando porque, em algum momento, um motorista assim pode causar danos ao patrimônio da empresa, ao público e ainda gerar muitos outros problemas envolvendo terceiros (inclusive certos prejuízos que não vão ter como ser reparados)...
*A única defesa que faço em relação ao motorista: Pessoas, façam um RioCard! Facilita a sua vida e a de todo mundo. Porque aquilo parecia até ônibus de madame (por mais paradoxal que isto pareça). Todo mundo que entrava pagava uma passagem de R$3,10 com uma nota de R$10,00 ou de R$20,00. Todo mundo mesmo! Haja paciência e haja troco! Mas, pelo que eu pude perceber (mas não tenho certeza), quem se deu bem foi quem pagou com uma nota de R$5,00, porque pra esses ai o motorista estava arredondando e devolvendo uma nota de R$2,00 e uma moeda de R$1,00 de troco. Vai saber porque, né...


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