quinta-feira, 26 de abril de 2012

Falsa Nobreza dos Quadros - A Saga Continua

CARA, então! Recebi a resposta do serviço de Defesa do Consumidor do site do jornal O Globo naquele problema com o Rei dos Quadros. Sério, que raiva desta empresa porcaria (pra não falar algo mais forte)! Eu já contei a história inteira em um post anterior (Veja aqui), mas agora eu vou postar a reclamação que fiz no site do jornal "O Globo", a resposta porque recebi e a réplica que enviei. É bom que eu percebi que o problema (e até a má fé) não era(m) só da gerente. Ser ruim é um dos itens que deve estar no topo da lista de "Princípios da Empresa".


1. Minha reclamação (bem resumida porque só podia escrever até 1.500 caracteres):
"Ganhei de Natal um quadro do "Rei dos Quadros", mas não pude pendurá-lo imediatamente. Quando consegui abri-lo para pendurá-lo (1 mês depois), percebi que a moldura estava lascada. Sabia que ele tinha sido comprado no Botafogo Praia Shopping, então fui à loja ver o que fazer. Fui atendido pela gerente (___). Não esperava nenhum conserto de graça, mas o problema foi o que ela me sugeriu: um orçamento de R$130. Nesse momento, vi produtos similares por R$ 90, achei caro e perguntei se aquele valor não era maior que o de um quadro novo. Ela me respondeu: "Não sei o que te passaram, mas esse quadro não é esse preço não". Como não tinha a informação exata, preferi não discutir. Entretanto, por ser próximo de quem me deu o presente, fui perguntar sobre o preço. Descobri que o quadro custou R$89. Verifiquei ligando para diversas lojas. Depois disso, resolvi voltar lá. Só o que ouvi foram escusas de má-fé, entre elas: "Eu nunca disse que esse serviço seria mais barato que um quadro novo". Disse que achava absurdo e que era um caso de Defesa do Consumidor. Com isso, ela me disse que então veria uma solução e me ligaria. A proposta acabou sendo me dar um vale no valor de R$40. Para evitar mais desgastes, aceitei. Peguei tudo 3 dias depois (com um prazo de 2 meses para descontá-lo). Quando fui trocá-lo, resolvi pegar um porta-retratos (ainda inteirando R$10). Quando cheguei em casa, percebi uma mancha na moldura. Ou seja, outra vez um produto com defeito."

2. A resposta que recebi por e-mail:

"Nada procede do alegado desta Reclamante.
Primeiramente a moldura foi consertada devido a mau uso ocasionado pela própria Reclamante, estava nitidamente com defeito proveniente de queda, motivo pelo qual foi cobrado o conserto inicial. Em nenhum momento a Reclamante levou a "nota fiscal do produto", não procede assim, a alegação de valor superior ao conserto, ao valor do produto.
Por fim, quanto ao porta retrato, este foi escolhido pela própria Reclamante na loja, esta que olhou todo o produto na loja e NÃO ENCONTROU DEFEITO, somente passados alguns dias encontrou defeito? No mínimo muito estranho.
Nos colocamos a total disposição dos senhores para quaisquer esclarecimento.
Atenciosamente.
REI DOS QUADROS"

3. A minha réplica:
"Réplica - Referência 270174
A postura da empresa mostra-se absurda. Cabe primeiro ressaltar ser impossível comentar todo o ocorrido em apenas 1500 caracteres, mas, se desejarem, envio um e-mail completo.
Para esclarecer:      
1) NÃO HOUVE queda. O único fato nítido nesta história é que a qualidade dos produtos é lamentável. Mas, de qualquer maneira, não me opus a pagar o conserto. Reclamei da clara má fé.
2) Somente fui conversar com a gerente APÓS estar com a nota fiscal em mãos. Portanto É PROCEDENTE a reclamação quanto a má fé da Sra. (___) por me ter informado que um quadro novo não sairia mais barato e, com isso, aproveitado para ganhar R$40 nas minhas costas. Se ela tivesse se enganado, ela não se oporia a dar o dinheiro de volta como se opôs. Aliás, o "estranho" é a empresa cobrar R$130 apenas pela moldura de um quadro que a mesma vende por R$90.
3) Apesar da desprezível ironia da empresa em sua resposta, não houve nada de estranho. O defeito no porta-retrato foi reparado no mesmo dia e a troca só não foi imediata por não querer mais indisposição em um dia. Tanto que ontem, quando trocei o novamente, o mesmo ainda encontrava-se lacrado e embrulhado como saiu da loja. O defeito não era perceptível na hora, pois encontrava-se em uma parte da moldura que fica por trás do vidro.
O mínimo que se pode esperar de uma empresa de comércio é que ela tenha a capacidade de treinar seus funcionários e que saiba arcar com seus deveres quando um produto seu encontra-se com defeito."



Depois disso, o único aviso que eu deixo pra vocês: NUNCA (NUNCA MESMO) COMPREM NO "REI DOS QUADROS"! (principalmente na loja do Botafogo Praia Shopping)

Voz da apuração das notas dos desfiles do Carnaval: "Rei dos Quadros de Botafogo - Nota... ZERO!"

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